|
Histórico
do Grand Hotel Pocinhos
|
|||
|
Em 3 (três) de maio de 1882, desembarcou no Rio de Janeiro, vindo de Rocca Gloriosa (Itália) o Sr. Nicola Paolo Domenico Tambasco, posteriormente registrado no Brasil como Nicolau Tambasco Glória. Em meados de 1884, o Sr. Nicolau, estabeleceu-se em Pocinhos do Rio Verde, aonde mais tarde, desviou o Rio Verde captando a primeira fonte de água sulfurosa e fundou o primeiro hotel da região com o nome de Hotel Rio Verde. A construção era de "pau-a-pique" e tinha como objetivo, atender a demanda de tropeiros e viajantes que passavam pelo local. Alguns registros demonstram que a diária nessa época era de 2$500 réis. A posterior ampliação do hotel deveu-se à divulgação do poder curativo das águas sulfurosas que brotavam nas terras do futuro balneário. A partir deste momento, começou-se um novo ciclo de demanda no hotel, com uma conseqüente segmentação desta, o segmento de saúde. |
|||
|
|||
|
Em 1911, segundo atestado médico assinado pelo Dr. Fernandes Pimenta, faleceu na cidade de Caldas o Srº. Nicolau Tambasco Glória aos 55 anos. O hotel passou a ser propriedade de sua viúva Maria Alexandrina Tambasco e filhos. Em meados de 1914, a Srª. Nicota como era chamada pelos seus entes queridos, vendeu o hotel ao Dr. José Paiva de Oliveira e sua companheira a Srª. Susane Pellissier que o renomearam Grande Hotel Pocinhos. A falta de documentação de compra e venda do empreendimento desta época, justifica-se pela falta do código Civil Brasileiro que só foi implantado em 1918. Porém constam nos arquivos do hotel, documentos que comprovam que sua fundação é anterior à primeira data registrada em cartório. Pouco se sabe sobre a verdadeira história da Madame Pellissier. Os moradores locais relatam que ela era uma mulher muito educada e refinada. Dizem também que muitos dos empreendimentos que constam como dela e de seu companheiro foram adquiridos com as finanças pessoais da francesa. A Madame demonstrava um capricho e uma gentileza com os hóspedes, que estes fizeram questão de deixá-las expressas em um livro de Impressões do hotel, cujos primeiros relatos datam 1919. |
|||
|
|||
|
Após a execução das reformas, o hotel passou a possuir um pequeno balneário próprio, quartos sofisticados para o padrão da época, restaurante, etc... Os tratamentos aos hóspedes enfermos, eram ministrados no próprio hotel e cada um deles era tratado segundo as receitas dadas pelos seus médicos. Por exemplo: A pessoa fazia o tratamento com as águas do balneário, tomava seus banhos hidroterapêuticos no hotel (atual sauna) e tinha seu cardápio preparado pelo restaurante de acordo com as indicações alimentares e restrições médicas. Para enfatizar a eficácia curativa dessas águas, a Madame Pellissier utilizou o livro de Impressões. Em 1918, após repetir suas análises feitas na Fonte Rio Verde, no balneário de Pocinhos, foram comprovados pelo Dr. Schaesffer a eficácia curativa dessas águas. Os resultados e comprovações das análises funcionaram como agentes impulsionadores ao crescimento do Grand Hotel. Segundo documentos, em 1919 foi feito pelo Grand Hotel Pocinhos o pedido de "Subvenção Klométrica" para a estrada de automóveis que ligaria Poços de Caldas à "Rio Verde Pocinhos" - (Jornal Estado de São Paulo - 09/08/1919). Era uma busca de melhorar o acesso ao hotel tornando-o mais rápido e confortável. Este esforço foi empreendido para promover o aumento do fluxo de turistas na região. |
|||
|
|||
|
Outras publicações destacam visitantes vindos principalmente de Minas Gerais, do Rio de Janeiro e de São Paulo. Merecem destaque, Plínio Barreto (25/06/1920), Arnaldo Vieira de Carvalho, Menotte Del Pichia, Rainha Silvia da Suécia (quando Criança) e Getúlio Vargas (hóspede freqüente do quarto nº 7). Para se ter uma noção da ostentação vivida pelo hotel em meados de 1920, podemos citar a partir da leitura de relatos e reportagens da época, como exemplos, os seguintes dados: "
O hotel fazia divulgação de seus eventos em importantes
jornais da época; Em 13 de setembro de 1920, segundo o jornal "Comerciais", o pedido de "Subvenção klométrica" foi aprovado e a viagem Poços de Caldas - Rio Verde - Caldas, passou a ser feita em pouco mais de 1 (uma) hora. Este mesmo jornal cita planos de construção do balneário de Pocinhos do Rio Verde (atual balneário Dr. Reynaldo de Oliveira Pimenta) e a idéia de se exportar "águas curativas" pelo Dr. Paiva. A comercialização não foi possível devido aos princípios químicos da água já que ficou comprovado que estas perdem seus feitos curativos em aproximadamente 24 horas, quando armazenadas. |
|||
|
|||
|
Em 1946 os cassinos foram fechados baseados no decreto-lei 3.688, sob ordem do então Presidente da república Eurico Gaspar Dutra. O cassino do Grand Hotel também foi fechado mesmo tendo como enfoque exclusivo o divertimento de seus hóspedes. Neste ano o hotel foi vendido, ao Srº. Aldo Aliberti e sua esposa Srª. Yolanda Aliberti. Em 1950 o hotel é novamente vendido, passando então a nomenclatura de Grandes Hotéis Pocinhos S.A. Esta empresa era então administrada dentre outros acionistas pelo Sr. Paulo Pellissier (sobrinho da Madame) e pelo Dr. José Paiva de Oliveira. Entre os anos de 1961 e 1970, o hotel foi administrado pelo Srº. Reynaldo Gomes de Oliveira. Sabe-se também que a demanda do hotel voltou a crescer depois que voltou a ser administrado por eles. Dados estes que podem ser calculados a partir do cruzamento de informações do número de hóspedes X tempo analisados. Desta época consta no acervo várias publicações de balanços anuais da empresa, assim como atas e convocações para assembléias extraordinárias. Em 1986 o hotel foi novamente vendido. O empreendimento foi então adquirido pelo Srº. Elias Guimarães Borges e sua esposa Srª Rossana Suaid Porto Guimarães Borges. Nesta época o prédio encontrava-se em péssimo estado de conservação estando inclusive algumas paredes já sem o reboco. Varias reformas e construções foram executadas para que a área do hotel ganhasse a configuração atual. |
|||